Por outro lado, se reclamo tanto dos equívocos alheios, quais os que tenho que admitir em mim?
Sou arrogante, preonceituoso e covarde: uso as piores armas que tenho -- as palavras -- para enfrentar quem mal pode manipulá-las na argumentação. Que poderia esperar?
Talvez eu tivesse a intenção de que os anos a ajudassem a perceber -- senão pela razão, mas pela insistência -- que algumas coisas me ferem, genuinamente, e que, se os mesmos anos não as fizeram cessar, é porque alguma verdade e justiça há no meu comportamento.
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