segunda-feira, 9 de abril de 2012

Até outro dia eu tinha uma presença constante no Facebook, mais para alimentar a aparência de ser um ente social do que para saciar, efetivamente, minha necessidade de relacionamentos. Essa aparência que me fazia menos estranho aos meus próprios olhos. Que me enganava para espantar uma solidão real e insuportável, diante do fato de que não trouxe para o meu presente qualquer dos conhecidos reais do passado.

Meu perfil na rede social ainda está lá, morimbundo. Neste momento, é impossível transferir para o conhecimento público aquilo que só posso dizer aqui, protegido pelo anonimato, longe dos olhos dos algozes da minha vida. Tampouco sinto-me tentado a forçar, lá, que os meus poucos contatos deixem o conforto das suas fachadas para ocuparam-se dos meus lamentos doídos.

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